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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Olhares sobre o Currículo de Licenciatura em Artes Visuais


O primeiro núcleo de disciplinas dos três cursos de Artes a distância da UnB (Artes Visuais, Teatro e Música) é comum. No entanto, a partir do segundo semestre, começaremos a cursar disciplinas relativas às especificidades de cada área de formação.


Fomos convidamos pelos tutores a compartilhar os nossos olhares a respeito do “Projeto Político Pedagógico de Licenciatura em Artes Visuais, Teatro e Música”, levantando dúvidas e indagações, para aprofundar a discussão sobre as concepções que perpassam a construção do Curso de Licenciatura em Artes. Essas reflexões seguem abaixo:


1. Possibilidades, limitações e potenciais dos pólos

Proposta: uma discussão sobre as possibilidades de desenvolvimento de projetos de arte e cultura nos pólos presenciais, que sejam relevantes para a vida dos pólos, e das comunidades locais.

Resposta: acho que é de fundamental importância o aproveitamento pleno dos pólos da UAB. Afinal, se tratam de equipamentos públicos, bem equipados, onde foram feitos altos investimentos, portanto, não deveriam funcionar apenas como apoio à modalidade EaD. Além disso, sob o ponto de vista dos alunos, acredito que façamos parte de um grupo privilegiado por estarmos tendo acesso ao ensino superior público de instituições do nível da UnB, portanto, é quase como se fosse uma obrigação moral nossa agirmos como multiplicadores do conhecimento ao qual temos acesso.

É claro que, à medida que o curso avançar, essa transferência será cada vez mais proveitosa para as comunidades locais. As possibilidades são infinitas: inclusão digital, aulas profissionalizantes, ações comunitárias pontuais ou permanentes que beneficiem diferentes grupos ou instituições locais - apenas para citar algumas. Além disso, como Cristina salientou, muitos alunos já são produtores de arte (pintores, escultores, atores, etc.) e poderiam fazer exposições, levar peças teatrais, enfim, seria uma democratização da cultura para as pessoas que não têm acesso e, também, uma maneira desses artistas divulgarem seu trabalho na cidade.

Falando especificamente de Itapetininga, creio que o pólo poderia – e deveria - se transformar num importante centro cultural para toda a região que, com exceção de Sorocaba e Tatuí, não oferece muito em termos de arte e cultura. A cidade de Itapetininga possui mais de 130 mil habitantes, uma população considerável, entretanto, com pouquíssimas opções de cultura e lazer, especialmente para as camadas mais pobres. Apenas recentemente se instalou aqui o teatro do SESI, não há muitas salas de cinema (exceto as do shopping, cujos ingressos não são acessíveis à maior parte da população), museus e galerias de arte, então, nem se fala! Apenas na música ainda existe uma oferta um pouco maior, mesmo assim, muitos shows são pagos, o que, novamente, exclui o acesso de muita gente.


3. Curso de Licenciatura em Artes Visuais


Proposta: discutir neste tópico as questões relacionadas com o curso de Licenciatura em Artes Visuais. Participar com comentários e indagações.

Resposta: estamos tendo uma discussão sobre o PPP - Projeto político-pedagógico do nosso curso. Além dele, estamos analisando um documento do MEC: Orientações Curriculares para o Ensino Médio.

Ambos são documentos interessantes, pois foram concebidos para contemplar todos os aspectos do ensino da arte no Brasil contemporâneo e da formação básica dos arte-educadores, que serão os responsáveis pela difusão e melhoria da qualidade do ensino de arte no país. Porém, guardadas as devidas proporções, quanto do exposto, em ambos os documentos, poderá ser realmente implementado, tal qual concebido teoricamente?

A grande maioria das escolas públicas está em condições deploráveis. Não há recursos, não há incentivo de parte alguma, muitas vezes, existe apenas o idealismo do educador, que passa por cima de todas as dificuldades, fazendo do nada o tudo, para manter uma escola em funcionamento. São escolas de lata, feitas de taipa, com paredes de isopor, e até sem paredes. Nessas condições, é factível a proposta do OCEM?

E quanto ao nosso currículo específico, de Licenciatura em Artes Visuais, a UnB/UAB conseguirá cumprir fielmente com as proposições feitas no PPP? Isso só será respondido no decorrer dos próximos 4 anos e, quanto ao ensino público, cada um de nós também terá uma resposta.

Saindo um pouco da discussão conceitual, e focando nos aspectos práticos, desde já, percebo que algumas coisas não estão acontecendo como o previsto no PPP: por exemplo, na página 8 (item 2.4.4. - Descrição do material do curso) menciona-se uma série de materiais e recursos muito interessantes. O trecho diz que “(...) um conjunto de materiais será remetido aos alunos por correio, com alguns dias de antecedência ao previsto para o início de cada módulo”. Esse conjunto seria composto, entre outras coisas, de:

1. Guia de estudo: orientações específicas para o estudo e as atividades do aluno no módulo;
2. Caderno de atividades do aluno: atividades, exercícios individuais e em grupo, especificando quais tarefas devem ser enviadas aos tutores para acompanhamento e avaliação;
3. CD-ROM: com material adicional e facilidades de conexão.

Cadê? Nós, aqui de casa, não recebemos nada! E são materiais extremamente necessários, pois sinto que, às vezes, nós, alunos, ficamos meio perdidos nas atividades (prazos, forma de envio, etc.). Também não existe o tal “reminder de tarefas” a serem feitas, como mencionado no PPP (p. 10), ferramenta que facilitaria em muito o nosso acompanhamento de elaboração e entrega de tarefas, participação nos fóruns, etc. O volume de trabalhos é muito grande, são três disciplinas distintas, cada uma com a sua demanda específica, portanto, é natural que fiquemos meio perdidos no meio de tanta informação.

Outro fator que dificulta é o de ainda não estarmos totalmente familiarizados com a plataforma Moodle, pelo menos a maioria não está, pelos comentários que lemos nos fóruns. Eu mesma já falei aqui no meu Diário de Bordo do WIKI, que, se teoricamente é uma ferramenta ótima, na prática a sua interface é tudo, menos amigável! E olha que eu sou uma “fuçadora” de mão cheia - gosto de computadores e entendo de informática, mas, mesmo assim, muitas vezes apanho do Moodle. Imagino quem não tem muita intimidade com informática, então! Deve estar mais perdido que “cachorro em dia de mudança”... (rs).

Não quero ser a “chata de plantão”, só levantei esses pontos para demonstrar que, como dizem, “o papel aceita tudo”, ou seja: na teoria, a coisa funciona de um jeito e, na prática, a dinâmica é outra, por mais que se tenha boa-vontade, às vezes, o que era viável no planejamento não é factível na execução.

Ademais, eu resolvi o meu problema de acompanhamento de tarefas com uma planilha em Excel. Sei que pode parecer o cúmulo do “CDFismo” (rs) mas, já comentei nos fóruns que sou metódica e só funciono com muita organização. Então, ao invés de ficar em contemplação, tipo: “ah, que pena que não tem o reminder de tarefas” eu vou e faço um!

Fiz esse trabalho recentemente (no dia 21/11), mas já está sendo muito útil. Especialmente pelo fato de, em casa, sermos duas estudantes fazendo o mesmo curso, e de Nega estar trabalhando muito ultimamente, ela conta comigo para colocá-la em dia sobre as tarefas que estão pendentes, etc. Por isso, achei que essa planilha a auxiliaria também: é só checar para saber em que pé estão as coisas, o que já foi feito, o que foi feito, mas ainda não foi postado, etc. Olha a “carinha” da planilha aqui:



É claro que também existe um preço a se pagar pelo pioneirismo. A experiência de EaD é relativamente nova no Brasil, ainda está, por assim dizer, em estágio embrionário. Várias adequações terão de ser feitas e, quase sempre, é só no dia a dia que a necessidade de alterações de percurso se apresenta. É humanamente impossível se prever todas as variáveis porque elas são exatamente isso: variáveis. Fatores que escapam ao controle.

Por isso, não estou aqui apenas para criticar, até porque uma crítica nem sempre é algo desfavorável, como as pessoas tendem a encarar. Pode ser muito construtiva, também. Especialmente se não for uma crítica vazia.

Afinal de contas, eu estou aqui, cursando licenciatura em Artes Visuais na UnB, uma das melhores instituições de ensino superior do país, gratuitamente, algo que até a bem pouco tempo me parecia impossível. Por isso, eu aplaudo o projeto, com seus “prós e contras”, porque, se não é perfeito, a simples iniciativa de se fomentar a UAB já se constitui num passo gigantesco para a melhoria do ensino no Brasil.

4. O que é um currículo para formação em Artes?

Proposta: colocar as dúvidas, reflexões e indagações sobre a construção do currículo que é, sobretudo, coletiva.

a) Na sua opinião, o que é um currículo em Artes?
Um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que serão a base da formação dos arte-educadores e lhes possibilitará a transferência desses conhecimentos aos vários atores da sociedade brasileira, em especial os alunos do ensino básico, porém, não restrito a eles, já que a escola pode e deve beneficiar outros grupos, tais como: familiares, comunidades, etc.

b) Como é construído?
Segundo a Carta aos Professores, do documento Orientações Curriculares para o Ensino Médio (p. 5), o currículo para a formação em Artes foi elaborado a partir da discussão do Ministério da Educação (MEC) com as equipes técnicas dos Sistemas Estaduais de Educação, professores e alunos da rede pública e membros da comunidade acadêmica.
No caso específico do Arte-educador, o currículo levou em consideração propostas e reivindicações dos professores, formuladas em diversas instâncias de representação profissional, tais como: FAEB, ABEM e ABRACE.

c) Quais são as funções e finalidades dos nossos Currículos?
As funções são relativas à formação técnica do professor (conhecimento teórico e prático) que lhe possibilitará ministrar o ensino de Arte, bem como a sua formação psico-pedagógica.
A principal finalidade é a elevação da qualidade do ensino de Artes no âmbito da educação básica no Brasil.

d) O que é um currículo vivo?
Um currículo dinâmico, flexível, atento às novas linguagens e tecnologias disponíveis, e que se adapte às necessidades para uma boa formação dos professores e, conseqüentemente, dos alunos.

e) Como você percebe a organização das áreas e das disciplinas?
O currículo está dividido em 4 núcleos: Acesso ao Curso, Fundamentação, Aprofundamento e Formação Específica em Artes Visuais, e Conclusão do Curso. Estes núcleos estão subdivididos em módulos que atendem necessidades específicas para a transferência dos conhecimentos teóricos e práticos ao futuro licenciado.

1. Núcleo de Acesso ao Curso: seus módulos dão uma visão geral de como será o desenvolvimento dos 4 anos de graduação e instrumentaliza o aluno da UAB/UnB para a modalidade de Educação à Distância (EaD);

2. Núcleo de Fundamentação: visa garantir o desenvolvimento do futuro licenciado nas habilidades fundamentais que um professor deve possuir, a fim de garantir uma educação de qualidade aos alunos do ensino básico;

3. Núcleo de Aprofundamento e Formação Específica em Artes Visuais: o título é auto-explicativo; tem por objetivo a pesquisa e a prática – por meio da participação em laboratórios e ateliês - das diferentes linguagens artísticas, bem como a participação do aluno em projetos e estágios supervisionados, que possibilitarão a aplicação do conteúdo acadêmico adquirido no curso à prática profissional;

4. Núcleo de Conclusão do Curso: análise e avaliação do desenvolvimento do aluno da UAB/UnB, ou seja, nessa altura, o futuro licenciado em Artes deverá demonstrar a qualidade de sua apropriação dos conhecimentos com os quais teve contato durante os 4 anos de curso, a fim de que sua graduação possa contribuir para a elevação da qualidade do ensino básico no Brasil.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Discussão sobre o PPP e o PCN




Estamos tendo uma discussão sobre o PPP - Projeto político-pedagógico do nosso curso. Além dele, estamos analisando um documento do MEC: Orientações Curriculares para o Ensino Médio (disponível em: http://www.mec.gov.br/).

Ambos são documentos interessantes, pois foram concebidos para contemplar todos os aspectos do ensino da arte no Brasil contemporâneo e da formação básica dos arte-educadores, que serão os responsáveis pela difusão e melhoria da qualidade do ensino de arte no país. Porém, guardadas as devidas proporções, quanto do exposto, em ambos os documentos, poderá ser realmente implementado, tal qual concebido teoricamente?

A grande maioria das escolas públicas está em condições deploráveis. Não há recursos, não há incentivo de parte alguma, muitas vezes, existe apenas o idealismo do educador, que passa por cima de todas as dificuldades, fazendo do nada o tudo, para manter uma escola em funcionamento. São escolas de lata, feitas de taipa, com paredes de isopor, e até sem paredes. Nessas condições, é factível a proposta do OCEM?

E quanto ao nosso currículo específico, de Licenciatura em Artes Visuais, a UnB/UAB conseguirá cumprir fielmente com as proposições feitas no PPP? Isso só será respondido no decorrer dos próximos 4 anos e, quanto ao ensino público, cada um de nós também terá uma resposta.

Saindo um pouco da discussão conceitual, e focando nos aspectos práticos, desde já, percebo que algumas coisas não estão acontecendo como o previsto no PPP: por exemplo, na página 8 (item 2.4.4. - Descrição do material do curso) menciona-se uma série de materiais e recursos muito interessantes. O trecho diz que “(...) um conjunto de materiais será remetido aos alunos por correio, com alguns dias de antecedência ao previsto para o início de cada módulo”. Esse conjunto seria composto, entre outras coisas, de:

Guia de estudo: orientações específicas para o estudo e as atividades do aluno no módulo;

Caderno de atividades do aluno: atividades, exercícios individuais e em grupo, especificando quais tarefas devem ser enviadas aos tutores para acompanhamento e avaliação;
CD-ROM com material adicional e facilidades de conexão.

Cadê? Nós, aqui de casa, não recebemos nada! E são materiais extremamente necessários, pois sinto que, às vezes, nós, alunos, ficamos meio perdidos nas atividades (prazos, forma de envio, etc.). Também não existe o tal “reminder de tarefas” a serem feitas, como mencionado no PPP (p. 10), ferramenta que facilitaria em muito o nosso acompanhamento de elaboração e entrega de tarefas, participação nos fóruns, etc.

O volume de trabalhos é muito grande, são três disciplinas distintas, cada uma com a sua demanda específica, portanto, é natural que fiquemos meio perdidos no meio de tanta informação. Outro fator que dificulta é o de ainda não estarmos totalmente familiarizados com a plataforma Moodle, pelo menos a maioria não está, pelos comentários que lemos nos fóruns. Eu mesma já falei aqui no meu Diário de Bordo do WIKI, que, se teoricamente é uma ferramenta ótima, na prática a sua interface é tudo, menos amigável! E olha que eu sou uma “fuçadora” de mão cheia - gosto de computadores e entendo de informática, mas, mesmo assim, muitas vezes apanho do Moodle. Imagino quem não tem muita intimidade com informática, então! Deve estar mais perdido que “cachorro em dia de mudança”... (rs).

Não quero ser a “chata de plantão”, só levantei esses pontos para demonstrar que, como dizem, “o papel aceita tudo”, ou seja: na teoria, a coisa funciona de um jeito e, na prática, a dinâmica é outra, por mais que se tenha boa-vontade, às vezes, o que era viável no planejamento não é factível na execução.

Claro que também existe um preço a se pagar pelo pioneirismo. A experiência de EaD é relativamente nova no Brasil, ainda está, por assim dizer, em estágio embrionário. Várias adequações terão de ser feitas e, quase sempre, é só no dia a dia que a necessidade de alterações de percurso se apresenta. É humanamente impossível se prever todas as variáveis porque elas são exatamente isso: variáveis. Fatores que escapam ao controle.

Por isso, não estou aqui apenas para criticar, até porque uma crítica nem sempre é algo desfavorável, como as pessoas tendem a encarar. Pode ser muito construtiva, também. Especialmente se não for uma crítica vazia.

Afinal de contas, eu estou aqui, cursando licenciatura em Artes Visuais na UnB, uma das melhores instituições de ensino superior do país, gratuitamente, algo que até a bem pouco tempo me parecia impossível. Por isso, eu aplaudo o projeto, com seus “prós e contras”, porque, se não é perfeito, a simples iniciativa de se fomentar a UAB já se constitui num passo gigantesco para a melhoria do ensino no Brasil.

domingo, 18 de novembro de 2007

Banco de sites de Arte e Educação

Uma das tarefas propostas em FC foi a criação de um Banco de Sites categorizado, cujos conteúdos tragam informações sobre Artes e/ou Educação, ou seja, que possam ser instrumentais na nossa aprendizagem no decorrer do curso. Ah, as possibilidades da internet... são infinitas, mas, a conexão discada aqui de casa não é muito motivadora... (rs)

A lista sugerida é uma compilação de sites indicados por alunos do IdA - Instituto de Artes - da UnB. É apenas o ponto de partida, pois a proposta é aumentá-la, à medida que vamos descobrindo sites interessantes. O banco já está bem grande, por isso, vai levar um bom tempo para pesquisar todos, ou a maioria deles, pelo menos. Já iniciei a pesquisa e gostaria de destacar estes três e, nas próximas postagens, vou destacando mais alguns:

1. Aguarrás
Categoria: crítica de arte



Descrição: publicação eletrônica de conhecimento em arte, colaborativa, livre e gratuita. Seu conteúdo é escrito exclusivamente por colaboradores e não são aceitas matérias pagas. O formato e o tamanho dos artigos é livre, fica a critério dos autores por ocasião do tema retratado.
O site entrou no ar em 2006 e une opinião editorial em arte com matérias e artigos relevantes. A linha editorial é voltada para a opinião, inovação e para a liberdade de expressão.

Comentários: o Aguarrás é um site interessantíssimo, atual e bastante completo. Sua interface é amigável, os links funcionam bem e a apresentação é clean, não possui muitas imagens pesadas, portanto, não demora a carregar no navegador.
Apesar de se destinar à crítica de arte, sua linguagem é simples e objetiva, de fácil entendimento para leigos. Acreditamos que possa ser uma fonte bastante útil para nos manter bem informados sobre o cenário da produção artística recente.

2. Tarsila do Amaral
Categoria: artistas plásticos nacionais

http://www.tarsiladoamaral.com.br/



Descrição: site oficial dessa importante artista plástica brasileira. Seu quadro Abaporú, de 1928, inaugurou o Movimento Antropofágico nas artes plásticas.

Comentários: o site de Tarsila tem uma interface amigável e, esteticamente, segue o conceito da artista, com belas ilustrações, porém, demora um pouco a ser carregado na primeira visita. Ainda está um tanto incompleto, com links em fase de construção, como o “Tarsila para Crianças”. Vale muito a pena visitá-lo, especialmente para aqueles que ainda não tiveram muito contato om sua riquíssima obra.

3. Amoa Konoya

Descrição: além de ser um espaço de comercialização de peças de arte indígenas, Amoa Konoya – que significa Jabuti nos idiomas Suruí e Ashaninka – é o resultado da relação de amizade e compromisso de seus idealizadores, Walter Gomes da Silva e Silvana Costa, com os vários grupos indígenas do Brasil, em mais de 15 anos de trabalho.

Comentários: o site tem uma proposta que vai além da mera comercialização de artefatos, trazendo informações interessantes sobre os povos nativos brasileiros, em especial os das etnias Suruí e Ashaninka, demonstrando preocupação na valorização da cultura indígena, ainda muito marginalizada em nossa sociedade.
A estética é clean, com poucas imagens e, com isso, se obtém agilidade no carregamento das informações do site, mesmo na primeira visita. Vale a pena conhecê-lo, especialmente se o internauta tiver interesse em seguir os links sugeridos, para um aprofundamento sobre a cultura indígena.
Boa navegação!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Artes Visuais: meus artistas preferidos

Nossa! Há muitos artistas que admiro, em todos os campos das Artes. Mas, aqui relaciono alguns pintores cujas obras eu admiro. Muitas vezes, minha admiração vai além da obra, para o próprio artista: suas idéias, posturas, personalidades. Não me preocupo muito com a definição do por quê gosto desse ou daquele artista, não sou crítica de arte, por isso, posso me dar a esse luxo (rs).



Salvador Dalí


Salvador Dalí (Figueras, 1904 — 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/dali

Minha impressão sobre o artista e sua obra: Dalí é um caso de amor antigo na minha vida. Na adolescência, vi, em um livro, a reprodução de um quadro do artista e me apaixonei imediatamente pela linguagem onírica que ele apresentava. Quis aprofundar meu conhecimento, pesquisei muito sobre sua vida e obra e cheguei, inclusive, a fazer uma tela retratando seu rosto, onde inclui o poema “The Great Masturbator” (homônimo de um de seus mais famosos quadros), para apresentar na aula de Educação Artística, o que causou certo desconforto à minha professora, uma pessoa extremamente conservadora (rs). Polêmico, irreverente, genial... Salvador Dali é, ainda hoje, o artista a quem mais admiro.

The Great Masturbator - imagem disponível em: http://dali.urvas.lt/forviewing/pic24.jpg


Tarsila do Amaral


Tarsila do Amaral (Capivari, 1886 - São Paulo, 1973). A artista plástica paulista é a pintora mais representativa da primeira fase do movimento modernista brasileiro. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugurou o Movimento Antropofágico nas artes plásticas. Fonte de pesquisa: www.tarsiladoamaral.com.br

Minha impressão sobre a artista e sua obra: a obra de Tarsila retrata, com muita delicadeza, as paisagens e a gente do nosso país. As cores e formas de suas obras são de uma beleza incrível. Sutis, despretensiosas e, ao mesmo tempo, sofisticadas, seus quadros transmitem grande sensibilidade e beleza.



O mamoeiro - imagem disponível em: www.vitruvius.com.br/.../arq000/esp249.asp


Juan Miró


Juan Miró i Ferrà (Barcelona, 1893 — Palma de Maiorca, 1983) foi um importante escultor e pintor surrealista catalão. (Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org)

Minha impressão sobre o artista e sua obra: gosto das cores fortes, das formas minimalistas da pintura de Miró. Seus quadros me reportam aos desenhos infantis: despretensiosos e, ao mesmo tempo, tão reveladores.

Femme Assise - imagem disponível em: www.pintoresfamosos.com.br/miro


Pablo Picasso

Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 1881 – Mougins, 1973) foi um dos mais influentes artistas do século XX. Criador de mais de 22.000 obras de arte em diversos meios, incluindo cerâmicas, esculturas, litografias, mosaicos e outras formas de arte, trabalhou com temas e estilos diferentes. (Fonte de pesquisa: www.pintoresfamosos.com.br)

Minha impressão sobre o artista e sua obra: o que me atrai em Pablo Picasso, curiosamente, não é o aspecto plástico de sua obra propriamente, mas a sua atitude como artista e como ser humano. Picasso utilizou a arte para expressar sua visão pessoal sobre o mundo de uma maneira singular. Lembro-me de ter lido que, numa mostra em que estava exposto o quadro “Guernica” - que retrata os horrores da Guerra Civil Espanhola - um oficial nazista, cheio de admiração, o abordou e perguntou: “Essa obra é sua?” – Ao que ele, mordaz, respondeu: “Não. É sua.” Simplesmente genial.

Guernica - imagem disponível em: http://www.blogger.com/www.spanisharts.com/.../picasso_guernica.jpg




Romero Britto

Romero Brito nasceu no Recife em 1963, é pintor e escultor. (Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Romero_brito).

Minha impressão sobre o artista e sua obra: na minha opinião, a arte de Romero Brito é uma celebração da simplicidade; suas pinturas são lúdicas e refletem características típicas do povo brasileiro: alegria, bom-humor e descontração. A utilização que faz de cores e texturas é interessantíssima.


Peixe listrado - imagem disponível em: http://www.poster.net/britto-romero/britto-romero-striped-fish-2806654.jpg

Bem, esses são apenas alguns artistas com os quais me identifico... acho que deu para perceber que o meu gosto é eclético. Mas, a arte também não é? ;-)












Arte, linguagem e códigos


Mas, afinal: "O que é Arte?"


Essa é uma pergunta clássica, e a resposta para ela não é uma receita de bolo. Porém, vamos aqui a uma das inúmeras definições:


“Usa-se a palavra ARTE para a linguagem simbólica em todas as suas variantes; a arte transmite conhecimento à sensibilidade humana, que não poderia ser transmitido de outra forma. As manifestações artísticas de um povo são transmitidas como um acervo por várias gerações e a Arte e a História estão, assim, intimamente ligadas”. (Fernando VIANA, Manual Didático de Pesquisas, p. 619).

Para mim, Arte é algo subjetivo. É uma criação da Humanidade para expressar visões, opiniões, sentimentos, de uma maneira palpável. O que, para mim, é uma obra de arte, para outra pessoa pode parecer ridículo. Nenhuma obra de arte é unanimidade. O artista não cria uma obra com a certeza de que sua mensagem será entendida, pelo menos da forma como ela a concebeu, porque o olhar de quem contempla pode interpretá-la de maneira muito diversa da sua, ou não. mais uma vez, não é uma receita de bolo!


É como diz a música "Rosas" de Ana Carolina: "de tantas mil maneiras que eu posso ser, estou certa que uma delas vai te agradar" - sempre haverá várias maneiras de uma pessoa se expressar por meio da arte.


Arte e linguagem


Sempre que a palavra linguagem vem à tona, é comum que as pessoas a associem à linguagem verbal (falada ou escrita), porém, a linguagem é bem mais ampla: compreende também símbolos, gestos, movimentos, expressões corporais e faciais, etc., pois de todas essas maneiras é possível se estabelecer um processo de comunicação entre emissores e receptores. A linguagem é, portanto, um processo comunicativo que nos permite interagir com os demais; esse processo é dinâmico e pode utilizar um ou vários tipos de códigos.

Os códigos são sinais ou signos convencionados por um grupo de pessoas, uma comunidade ou uma sociedade inteira, que permitem a construção e transmissão de mensagens e seu conseqüente entendimento pelas demais pessoas que conhecem seus significados. Por exemplo: os idiomas são códigos formados por signos (palavras) e leis combinatórias (gramática), por meio dos quais as pessoas se comunicam; se um dos interlocutores não domina o código contido naquele idioma, essa comunicação se torna difícil, ou mesmo impossível. Assim, podemos concluir que quanto maior o domínio que temos de uma determinada linguagem, maior a possibilidade de uma comunicação eficiente.

Na Arte, verificamos em abundância as linguagens não verbais, tais como: a música, a dança, a mímica, a escultura, a pintura e a fotografia, cujos códigos utilizados para estabelecer a comunicação se apóiam em movimentos corporais, gestos, imagens, etc. Verificamos, também, as linguagens mistas utilizadas, por exemplo, nas histórias em quadrinhos – que combinam desenhos e texto – ou no teatro, que reúne texto, figurino, música, cenário, efeitos visuais, entre outros.

As novas tecnologias propiciaram o surgimento de novas linguagens, como a linguagem digital cujos códigos numéricos nos permitem armazenar e transmitir as informações por meios eletrônicos (sites, e-mails, chats, etc.). Atualmente é expressiva a produção de arte digital no mundo. A arte digital também lança mão de uma linguagem mista, podendo valer-se de imagens (estáticas ou não), sons, textos, etc.